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Preço do café bate recorde e deve continuar pressionando inflação em 2025

Sexta, 31 de janeiro de 2025.

Preço do café bate recorde e deve continuar pressionando inflação em 2025
Preço do café bate recorde e deve continuar pressionando inflação em 2025 (Foto: Reprodução)

O preço do café, que registra altas históricas, deve continuar pressionado no mínimo até o fim do primeiro semestre, em decorrência de adversidades climáticas que afetaram as últimas safras e dos baixos estoques da indústria.
 Na última quarta-feira (29), o preço da commodity alcançou o maior valor nominal desde 1977, ao fechar o dia cotado a US$ 3,6655 por libra-peso na ICE, referência global para os preços do café arábica. É mais do que o dobro do valor de pouco mais de um ano atrás —ao fim de outubro de 2023, o grão era cotado a US$ 1,6935.

Enquanto isso, no mercado interno, o preço para o consumidor final subiu quase 40% ao longo de 2024. Em janeiro, o quilo do café torrado e moído no varejo custava R$ 29,62. Em dezembro, era necessário pagar R$ 42,65 pela mesma quantidade, segundo dados da própria indústria.
 Para entender essa disparada e por que o produto continuará pesando no bolso do brasileiro em 2025, é preciso retroceder um pouco.
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Preço do café bate recorde e deve continuar pressionando inflação em 2025
quinta-feira, 30/01/2025 - 11h00

Por David Lucena | Folhapress
Preço do café bate recorde e deve continuar pressionando inflação em 2025
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O preço do café, que registra altas históricas, deve continuar pressionado no mínimo até o fim do primeiro semestre, em decorrência de adversidades climáticas que afetaram as últimas safras e dos baixos estoques da indústria.
 

Na última quarta-feira (29), o preço da commodity alcançou o maior valor nominal desde 1977, ao fechar o dia cotado a US$ 3,6655 por libra-peso na ICE, referência global para os preços do café arábica. É mais do que o dobro do valor de pouco mais de um ano atrás —ao fim de outubro de 2023, o grão era cotado a US$ 1,6935.
 Enquanto isso, no mercado interno, o preço para o consumidor final subiu quase 40% ao longo de 2024. Em janeiro, o quilo do café torrado e moído no varejo custava R$ 29,62. Em dezembro, era necessário pagar R$ 42,65 pela mesma quantidade, segundo dados da própria indústria.
 Para entender essa disparada e por que o produto continuará pesando no bolso do brasileiro em 2025, é preciso retroceder um pouco.

O Brasil, que é o maior produtor mundial, sofreu com uma severa geada no inverno de 2021, que atingiu algumas das principais regiões produtoras de café. Isso comprometeu fortemente a safra.
 Desde então, outros fenômenos climáticos continuaram atingindo as colheitas, tanto no Brasil quanto em outros grandes produtores, como Vietnã, Colômbia e Indonésia –que, juntos, são responsáveis por mais de dois terços do fornecimento de café do mundo. Às vezes falta de chuva, às vezes excesso.
 Em paralelo a isso, o consumo mundial continua crescendo, ainda que em patamares moderados. A alta mais expressiva se dá na China, mas outras nações, como Filipinas, Malásia, Índia e Vietnã, também começam a consumir mais.
 Com isso, os estoques mundiais caem, e, a partir de outubro de 2023, o preço do café no mercado global dispara. Há, afinal, um descompasso entre a produção e o consumo.
 Nesse cenário, o Brasil exporta mais, incentivado pela alta dos preços no mercado internacional e pelas dificuldades climáticas enfrentadas pelas demais nações produtoras. Em 2024, o país bateu recorde anual de exportação. Foram embarcadas 50,443 milhões de sacas –número 28,5% maior que em 2023. Fonte: BN
 

 


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